Cardeais em Roma recordam papa Francisco um ano depois da morte dele

Cardeais, bispos e leigos participaram ontem (21) da missa pelo primeiro aniversário pela morte do papa Francisco na basílica de Santa Maria Maior, em Roma, Itália. | Daniel Ibáñez/EWTN News.

Em sua vida, Francisco visitou frequentemente a basílica para venerar o ícone mariano Salus Populi Romani e expressou o desejo de ser sepultado na igreja, próximo a esse ícone de Nossa Senhora

Por Ishmael Adibuah / ACI Digital

Roma lembrou do papa Francisco um ano depois da morte do papa argentino com uma missa ontem (21) na basílica de Santa Maria Maior, na capital italiana, onde Francisco está sepultado.

No mesmo dia, a caminho da Guiné Equatorial para concluir sua viagem à África, o papa Leão XIV falou sobre sobre a “solidariedadecom os mais pobres, os mais vulneráveis, os doentes, as crianças e os idosos” do papa Francisco.

O cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio de Cardeais, celebrou a missa com outros cardeais e clérigos que vivem em Roma. Ele leu a mensagem de Leão XIV na missa.

“Ele foi também, proclamando o Evangelho da misericórdia a todos, todos, todos”, escreveu Leão XIV. “Em sintonia com seus predecessores, ele assumiu o legado do Concílio Vaticano II e exortou a Igreja a estar aberta à missão, guardiã da esperança do mundo, apaixonada por proclamar aquele Evangelho que é capaz de dar a cada vida plenitude e felicidade”.

Re descreveu a mensagem de Leão XIV como um convite para preservar o legado do papa Francisco, baseado em sua “exortação para construir pontes e não muros”.

“A essência dessa mensagem me parece um convite vibrante para preservar o legado espiritual do falecido papa Francisco”, disse Re. “Um legado resumido, como ouvimos, em várias de suas frases-chave: a alegria do Evangelho, a misericórdia de Deus, o cheiro das ovelhas”.

Antes da missa, uma placa especial foi abençoada e desvelada para comemorar as muitas visitas de Francisco à basílica de Santa Maria Maior. Em sua vida, Francisco visitou frequentemente a basílica para venerar o ícone mariano Salus Populi Romani e expressou o desejo de ser sepultado na igreja, próximo a esse ícone de Nossa Senhora.

Depois da missa, os cardeais seguiram em procissão até o túmulo de Francisco para a oração final, proferida pelo arcipreste da basílica, cardeal Rolandas Makrickas.

Elogiando o papa argentino e confiando-o à misericórdia de Deus, Makrickas disse que “a esperança não decepciona”, uma homenagem à bula papal com a qual Francisco inaugurou o Ano Jubilar 2025, que atraiu cerca de 20 milhões de pessoas à basílica de Santa Maria Maior e ao túmulo do papa Francisco.

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