
Entenda o sentido do Domingo da Misericórdia e o convite da Igreja para viver o perdão que transforma a vida, uma semana depois da Páscoa.
Por Beatriz Nery / A12 Redação
O chamado Domingo da Misericórdia é celebrado no 2º Domingo da Páscoa. A festa foi instituída por São João Paulo II no ano 2000, durante a canonização de Santa Faustina Kowalska.
A origem da celebração está ligada às revelações registradas no diário da religiosa polonesa. Segundo o texto, o próprio Jesus pediu a instituição da festa. Em um dos trechos, Ele afirma que nesse dia “estarão abertas as entranhas da minha Misericórdia”. E acrescenta: “A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte de minha misericórdia”.
Para o Pe. Pablo Vinícius, C.Ss.R., a data é uma convocação à experiência do perdão de Deus. A celebração aponta, sobretudo, para o Sacramento da Reconciliação. É ali que o fiel compreende “a acolhida do Pai” e “o seu perdão” oferecido a todos.
O missionário redentorista recorda que a misericórdia divina se manifesta na vida real. “Deus não desiste de nós! Deus nos perdoa sempre! Deus perdoa tudo e sempre!”, afirma.
A liturgia do dia reforça essa verdade. O salmo proclama: “Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom! Eterna é a sua misericórdia!”. A Igreja apresenta um Deus próximo, compassivo e paciente. Um Pai “lento para cólera e paciente em seu amor”.
O Domingo da Misericórdia celebra essa proximidade. Mesmo diante do pecado e da fragilidade humana, Deus oferece abraço e recomeço. Contudo, há um passo necessário. Pe. Pablo destaca que Ele espera “nosso pedido de perdão”.
A festa, portanto, conduz à conversão. Saber que Cristo é misericordioso é também reconhecer que, apesar de pecar, procurar o sacramento da confissão é acolher a graça.
Instituída no coração do tempo pascal, a celebração reforça o centro da fé cristã: a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte abre, para cada fiel, a porta da misericórdia.
