O que muda na Missa durante a Quaresma?

Thiago Leon

As celebrações são modificadas, em detalhes, para cada fiel viver verdadeiramente a preparação para a Páscoa de Cristo, por meio da penitência e a reconciliação

 Alberto Andrade – Editado por Beatriz Nery / A12 Redação

Dentro do Ciclo Pascal, a maior das festas cristãs, a Quaresma corresponde ao período entre a Quarta-Feira de Cinzas até a Quinta-Feira Santa.

Uma solenidade tão grande em nossa Igreja necessita ter uma preparação única e especial, feita pelo jejum, pela penitência, pela oração e pela caridade, tornando-se também um tempo de purificação para todos nós.

Assim, a liturgia nesse tempo é simbólica e sempre comunica o Mistério de Cristo com iniciativas que acompanham e enriquecem o tempo da Quaresma, no qual, como em toda preparação, já saboreamos de certa maneira a festa da Páscoa que virá, ou seja, vivemos um tempo de recolhimento para conter a alegria que será manifesta na Ressurreição de Cristo.

Listamos alguns destes símbolos, ritos e gestos que você já deve ter reparado nas Santas Missas celebradas durante o tempo quaresmal, regras estas que estão no Diretório de liturgia da Igreja no Brasil, no Guia Litúrgico-Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e na carta circular Paschalis Sollemnitatis, Preparação e Celebração das Festas Pascais, do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos da Santa Sé.

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Cores litúrgicas

Thiago Leon

cor roxa é utilizada nos paramentos e adornos e expressa os processos de preparação, contrição, penitência e conversão. Um tempo de reflexão para fazer uma análise da nossa alma. Além do roxo, no quarto domingo da Quaresma, chamado de “Domingo da Alegria”, a liturgia usa a cor rosa para nos recordar que o tempo de preparação para a Páscoa está chegando ao fim e a grande festa está próxima.

Lembrando que rosa é uma cor secundária e é obtida pela mistura do roxo (que nos lembra a penitência quaresmal) com o branco (que nos aponta a alegria da festa pascal).

Ambiente do altar

Paróquia São José Operário – João Pessoa (PB)

A Igreja orienta que o espaço celebrativo precisa estar simples e despojado, evitando o uso de flores, fitas, adornos e faixas no local.

No Tempo da Quaresma não é permitido adornar o altar com flores. Excetuam-se, porém, o domingo ‘Laetare’, (IV da Quaresma), as solenidades e as festas deste tempo” (Instrução Geral do Missal Romano, n. 305; Cerimonial dos Bispos, n. 252).

Como vemos na imagem acima, o uso de cobrir as cruzes e as imagens desde o quinto domingo da Quaresma pode ser conservado, segundo a disposição da Conferência Episcopal. As cruzes permanecem cobertas até o término da celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa, e as imagens até o início da Vigília Pascal.

Música

CNBB

Os cantos da missa devem ter uma melodia simples, e o som dos instrumentos somente para sustentar o canto.

Não deve haver bateria e instrumentos de percussão, e as músicas são selecionadas de acordo com as características do tempo quaresmal.

Cantos do Glória e Aleluia

Pietra Guimarães – Santuário Nacional

hino de louvor é omitido durante as celebrações, assim como o canto do Aleluia que, de acordo com a Instrução Geral do Missal Romano, pode ser substituído pelo versículo antes do Evangelho que está no Lecionário, livro litúrgico que traz as leituras lidas nas celebrações.

A palavra ‘Aleluia’ no hebraico significa “louvai ao Senhor”; enquanto a palavra ‘Glória’ remete à exaltação. Por isso, esses cantos são retirados durante a Quaresma.

Padre Camilo Júnior, C.Ss.R., no YouTube do A12, explica com mais detalhes:

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