Festa de São Sebastião confirma a força da fé no coração do Rio

Dom Orani preside Missa Solene, com participação do Bispo Auxiliar Dom José Maria; Presentes o Prefeito Eduardo Paes, secretários e o deputado Federal Reimont Otoni; Frei Dalvio José, Ministro Provincial; Dom José Ubiratan Lopes e o Diácono Tarcisio Pereira, e padres convidados. | Fotos: Emilton Rocha

A Festa do Padroeiro reuniu peregrinos e famílias no Santuário Basílica, com barraquinhas e venda de artigos religiosos, Missa Solene presidida por Dom Orani e a tradicional Procissão. Ao final, Frei Adriano agradeceu a todos pela missão cumprida.

Por Emilton Rocha / Pascom Capuchinhos

A Festa de São Sebastião foi vivida com grande êxito no Rio de Janeiro, confirmando mais uma vez a força da devoção ao Padroeiro da cidade e a capacidade de mobilização do Santuário Basílica de São Sebastião (Igreja dos Capuchinhos). Após dias intensos de preparação na Novena — marcada pela oração, pela esperança e pelos Gestos Concretos, sinais de caridade e cuidado com quem mais precisa —, o dia 20 de janeiro reuniu milhares de fiéis em uma jornada de fé que começou ainda de madrugada, às 5h, com a primeira Missa do dia, e seguiu ao longo de toda a programação.

Com organização cuidadosa e clima de comunhão, o Santuário acolheu devotos de todas as idades, além de famílias e peregrinos que fizeram questão de participar das celebrações, das confissões e dos momentos de encontro fraterno. As barraquinhas e a venda de artigos religiosos também contribuíram para o ambiente de festa popular e religiosa, permitindo que os fiéis levassem consigo lembranças de devoção — como terços, imagens e fitas — e, ao mesmo tempo, colaborassem com a manutenção e as ações da comunidade.

Nesse dia, choveu muito na parte da manhã, mas de tarde o tempo melhorou e milhares de pessoas participaram das missas e da grande Procissão.

Um dos pontos altos foi a Missa Solene, presidida pelo Cardeal Dom Orani João Tempesta, que deu ainda mais destaque e unidade à celebração, reforçando a dimensão arquidiocesana e o significado de São Sebastião para a Igreja e para a cidade. A presença do Cardeal, unida à participação expressiva do povo, evidenciou o sentido profundo do padroeiro como sinal de coragem e esperança, especialmente em tempos de tribulação.

Ao final, a tradicional Procissão de São Sebastião coroou a festa como grande manifestação pública de fé, reunindo multidões em oração e louvor. A caminhada pelas ruas reafirmou o vínculo entre a história do Rio — fundado como “São Sebastião do Rio de Janeiro” — e a fé do seu povo, que encontra no santo um símbolo de proteção, pertencimento e unidade. Assim, a Festa de São Sebastião se encerrou com sentimento de gratidão e renovação espiritual, deixando na cidade a marca de um povo que segue alegre na esperança, forte na tribulação, perseverante na oração e enviado à missão.

Por fim, Frei Adriano de Lima, Reitor e pároco, agradece, com gratidão e sentido de missão cumprida, a todos que colaboraram e participaram da festa, destacando que, nesses dias, a comunidade foi verdadeiramente discípula e missionária, unida na fé, no serviço e no amor ao Santuário Basílica e a São Sebastião. Reconhece que sempre há o que melhorar, mas ressalta a entrega alegre e generosa de cada voluntário e fiel, como sinal de uma Igreja viva e comprometida. Por fim, pede que todos descansem e já convida para os próximos momentos importantes da vida paroquial, encerrando com a bênção e o desejo de paz e bem.

O “Beijo da Fita” — ou, de forma mais completa, “Beijo da Fita de São Sebastião” é entendido como um gesto de veneração (um sinal simples de devoção e respeito).

Galeria de fotos da festa

 

 

 

 

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