
Na noite de 4 de fevereiro, 4, Dom Roberto Lopes presidiu a MissaSolene pelos 10 anos do falecimento do frade capuchinho, com encerramento no Memorial dedicado ao Servo de Deus
Por Emilton Rocha*
Na noite de quarta-feira, 4, o Santuário Basílica de São Sebastião (Igreja dos Capuchinhos), na Tijuca (RJ), celebrou com gratidão e esperança a Missa Solene em memória dos 10 anos do falecimento do Servo de Deus Frei Nemésio Bernardi. A Eucaristia foi presidida por Dom Roberto Lopes e contou com a participação de frades da Província Nossa Senhora dos Anjos, reunindo fiéis que, com devoção, recordaram a vida e o testemunho deste querido capuchinho, marcado pela simplicidade, pela caridade e pela disponibilidade em servir.
Em sua homilia, Dom Roberto disse que a Arquidiocese está se preparando para finalizar o processo (de beatificação e canonização) e enviar para Roma todo o material que for recolhido pela Comissão Histórica e pela Comissão de Teologia.
Ao término da celebração, Dom Roberto Lopes conduziu o encerramento no Memorial Frei Nemésio Bernardi, espaço de oração que leva o nome do Servo de Deus, onde os fiéis puderam renovar suas preces e agradecimentos.

Frei Nemésio faleceu em 4 de fevereiro de 2016, deixando entre o povo uma lembrança viva de verdadeiro “pai espiritual”, especialmente por sua dedicação ao confessionário, pelas visitas aos enfermos e pelo acolhimento atento de quem sofria. A celebração desta noite coroou o Tríduo preparatório, vivido pela comunidade nos dias 1º, 2 e 3 de fevereiro, como um caminho de oração e ação de graças, renovando a confiança em Deus e a certeza de que a santidade se constrói nas pequenas fidelidades do dia a dia.
A história de Frei Nemésio é, em si, uma catequese de simplicidade que evangeliza. Nascido em Veranópolis (RS), em 9 de março de 1927, fez a profissão religiosa em 6 de janeiro de 1944. Anos depois, chegou ao Rio de Janeiro, em 1964, e por décadas serviu na vida fraterna do convento e no Santuário em tarefas discretas e essenciais: cuidou da hospedaria, ajudou na organização do cotidiano da fraternidade e, por muito tempo, também foi cozinheiro — sempre com espírito de serviço e coração disponível. Ordenado sacerdote em 21 de janeiro de 1984, tornou-se ainda mais conhecido pela incansável dedicação ao Sacramento da Reconciliação, atendendo confissões com paciência e zelo, além de interromper o que fosse necessário para levar bênçãos e conforto a doentes e famílias.

A memória de Frei Nemésio permanece viva também na caminhada oficial da Igreja rumo aos altares. O título “Servo de Deus” é concedido quando a causa é acolhida e se inicia formalmente a investigação sobre a vida, virtudes e fama de santidade da pessoa. No caso de Frei Nemésio, a Arquidiocese do Rio de Janeiro publicou um edital de aceitação em 7 de outubro de 2021, marco inicial do processo; e, em julho de 2022, foi oficialmente aberta a fase diocesana, com a coleta de documentos e testemunhos.
Ao final da missa, foi rezada a oração de Frei Nemésio e, em após, todos seguiram em procissão até o Memorial onde depositaram flores, encerrando com a bênção final. Ficou ainda mais forte na comunidade a convicção de que celebrar Frei Nemésio não é apenas recordar: é agradecer a Deus por uma vida gasta no bem e renovar o compromisso de viver o Evangelho com espírito franciscano, no caminho da oração, da reconciliação e da caridade concreta, como ele fez — com simplicidade, constância e amor.

*Da Pastoral da Comunicação (Pascom)
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