Fé, acolhimento e renovação: a Bênção dos Capuchinhos no Santuário Basílica de São Sebastião. Veja as fotos
Pessoas de todas as idades, assim como a bebê acima, foram ao Santuário Basílica em busca de bênção da saúde ou bênção dos capuchinhos. | Fotos: Emilton Rocha
Com programação intensa, confissões e aspersão de água benta, o Santuário Basílica de São Sebastião realizou 14 missas em 2 de janeiro
Por Emilton Rocha / Pascom*
Na sexta-feira, 2 de janeiro, o Santuário Basílica de São Sebastião — a tradicional Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca — realizou mais uma edição da Bênção dos Capuchinhos (Bênção da Saúde) — ou barbadinhos —, um dos acontecimentos religiosos mais expressivos do início do ano na cidade do Rio de Janeiro. Desde as primeiras horas da manhã, fiéis se dirigiram ao Santuário para iniciar o ano sob a proteção de Deus, em um ambiente de oração, acolhimento e profunda confiança. Diante da relevância e da dimensão dessa tradição, a expectativa era de que mais de 35 mil pessoas passassem pela Igreja dos Capuchinhos, entre 5h e 19h, para receber a bênção e a aspersão de água benta.
Ao longo do dia, os frades capuchinhos conduziram uma intensa programação, marcada por celebrações sucessivas, cânticos, momentos de oração e a tradicional aspersão de água benta, na qual a bênção se torna sinal de renovação espiritual e de entrega do novo ano à proteção divina. Houve também atendimento de confissões durante boa parte do período, favorecendo a vivência do recomeço com reconciliação e fortalecimento da fé. O reitor e pároco, Frei Adriano Borges de Lima, ressaltou que, na primeira sexta-feira do ano, muitos procuram “buscar a saúde do corpo e da alma, pela intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, pedindo um ano de prosperidade”.
Primeira sexta-feira do ano: grande dia para quem busca a saúde do corpo e da alma. Na foto, Frei Adriano abençoa a água.
A força dessa devoção atravessa gerações. A tradição remonta a 1886, vinculada ao testemunho de fé do Frei Fidélis de Ávola (D’Ávila) e à devoção a Nossa Senhora de Lourdes, e permanece viva apesar das transformações históricas da cidade, preservando na Tijuca o espírito franciscano de simplicidade, proximidade e acolhida. Por isso, a cada ano, a primeira sexta-feira se consolida como um “grande dia” para quem busca a saúde do corpo e da alma, apresentando intenções, famílias e pedidos especiais.
A repercussão do evento também se fez notar: veículos e portais de imprensa registraram o movimento intenso, a tradição centenária e a beleza desse encontro de fé que marca o início do ano religioso no Rio. Em meio à celebração de 14 missas e a inúmeras intenções confiadas a Deus, renova-se a certeza de que a Bênção dos Capuchinhos segue como um dos momentos mais significativos da vida religiosa carioca — expressão de um povo que começa o ano com esperança, paz e bênçãos.
Após as missas, os frades se preparavam para aspergir a água benta na população.
* Pastoral da Comunicação
Fotos: Angela Zolhof e Emilton Rocha
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