
Congregação Mariana dos Capuchinhos celebra aniversário em 22 de fevereiro e empossa a nova diretoria
Por Emilton Rocha
No dia 22 de fevereiro a Congregação Mariana dos Capuchinhos estará celebrando 97 anos de história — uma caminhada bonita e fiel que se confunde com a própria vida de fé de tantas famílias da Tijuca e com a missão dos frades no Santuário Basílica de São Sebastião (Igreja dos Capuchinhos).
Ao longo dessas quase dez décadas, a Congregação se tornou, para muitos, uma verdadeira escola de vida cristã, onde a devoção a Maria é vivida com profundidade e equilíbrio: Maria nos educa para Jesus, para a escuta da Palavra, para a vida sacramental e para o serviço. Quem convive com a Congregação sabe: não é apenas um grupo devocional, mas um caminho de formação, perseverança e compromisso, em sintonia com o carisma franciscano-capuchinho — simples, fraterno e missionário.
Vale recordar que “Congregação Mariana de Nossa Senhora de Lourdes e São Luís Gonzaga” é o nome oficial da Congregação Mariana dos Capuchinhos. Ela tem dois padroeiros, com funções diferentes:
Nossa Senhora de Lourdes — padroeira titular: a Congregação recebeu esse título porque foi fundada em 11 de fevereiro de 1929, data em que se celebrava festivamente a primeira aparição de Nossa Senhora em Lourdes (11/02/1858). Por isso, Lourdes ficou como padroeira principal.
São Luís Gonzaga — padroeiro secundário: São Luís Gonzaga é o padroeiro secundário, como uma homenagem ao “santo jovem”, pois os congregados cofundadores eram todos bem moços.
Em resumo: Lourdes marca a origem e a identidade mariana da Congregação; São Luís Gonzaga reforça o traço de juventude, pureza e formação que sempre acompanhou a tradição congregada.

Dentro da rotina do Santuário, a presença da Congregação se manifesta em atitudes concretas: na oração bem cuidada, na participação nas celebrações, no amor à Eucaristia, na fidelidade aos encontros e na disposição para servir com discrição — aquela ajuda silenciosa que sustenta a comunidade. Em muitos momentos marcantes do calendário paroquial, a Congregação faz parte do “coração” da casa: nas grandes celebrações do Santuário, nos tempos fortes como Advento e Quaresma, e também na vida cotidiana de quem encontra nos Capuchinhos um lugar de acolhida e recomeço.
Perguntada sobre quando a nova presidenta, Maria Conceição Olivares, percebeu que a Congregação Mariana era um caminho para a sua vida de fé, ela respondeu: “Foi quando senti um chamado para me aproximar mais de Deus. Ao ser acolhida pelo grupo, após o falecimento de meu pai (Ernani Fernandes, que também presidiu a Congregação), que era um congregado Mariano, me identifiquei com a devoção a Nossa Senhora e vi que ali eu crescia espiritualmente e fortalecia minha fé.”
E sobre o que você diria a quem está chegando agora na Congregação? “Eu diria para vir de coração aberto. A Congregação Mariana é um caminho de fé, aprendizado e crescimento espiritual. Com o tempo, vai se sentir acolhido, fortalecer a relação com Deus e perceber o quanto essa caminhada pode transformar sua vida” — acentua.
“Meu pai foi uma grande inspiração para mim. Mesmo antes de ser congregada, eu já acompanhava ativamente a Congregação Mariana através dele. O exemplo de fé, dedicação e amor à Igreja que ele sempre demonstrou despertou em mim, após a sua partida e o acolhimento do grupo, o desejo de seguir esse mesmo caminho.” — Maria Conceição Olivares, Presidenta eleita da Congregação
Celebrar 97 anos é, antes de tudo, fazer memória agradecida: pelos que iniciaram essa obra e pelos que, ao longo do tempo, mantiveram acesa a chama da fé mariana na Tijuca; pelos frades que acompanharam e orientaram essa caminhada; e por cada congregado e congregada que escolheu viver o Evangelho com constância, tendo Maria como modelo de discípula: serva, disponível, firme na esperança.

No aniversário de 97 anos da Congregação será a posse da nova diretoria eleita em 18 de janeiro último, a saber — Presidenta: Maria Conceição Olivares — Vice-Presidenta: Ângela Serão Allevato — Secretária: Maria Luiza Lau Caridade — Tesoureira: Adriana Misael de Almeida Farias.
Este aniversário é também um convite à renovação. Em um tempo que pede testemunhas, a Congregação Mariana dos Capuchinhos é chamada a continuar sendo, no Santuário e no bairro, um sinal de fidelidade, oração e missão: formando corações que amam a Igreja, fortalecendo a vida comunitária e servindo com alegria, como Maria serviu.
Que no dia 22 de fevereiro de 2026 a comunidade dos Capuchinhos e toda a Tijuca possam agradecer a Deus por essa história e pedir novas graças para o futuro. E que Nossa Senhora siga conduzindo a Congregação pelo caminho seguro que sempre aponta para o essencial: Jesus Cristo — ontem, hoje e sempre.
