
Elevação concedida pelo Papa Francisco marcou a história do santuário e reforçou sua importância religiosa e histórica para o Rio de Janeiro
Por Emilton Rocha / Pascom
Neste domingo, 1º de novembro, o Santuário Basílica de São Sebastião, na Tijuca, celebrará o 11º aniversário de sua elevação à dignidade de Basílica Menor. A solenidade será realizada durante a Santa Missa das 11h30, presidida por Frei Adriano Borges de Lima, reitor e pároco do santuário.
A história dessa distinção teve início em 2015, quando o então Papa Francisco (1936–2025) concedeu ao Santuário de São Sebastião dos Frades Capuchinhos o título de Basílica Menor. A celebração solene de instalação ocorreu no domingo, 1º de novembro daquele ano. A data foi escolhida para recordar os 94 anos da última missa celebrada no Morro do Castelo, local onde a história da presença dos frades capuchinhos e da devoção a São Sebastião no Rio de Janeiro tem suas raízes.
A partir de então, o templo passou a adotar oficialmente o nome de Santuário Basílica de São Sebastião. A concessão representou um importante reconhecimento de sua relevância religiosa, histórica e pastoral para a Igreja e para a cidade do Rio de Janeiro.
Com essa elevação, à época, a Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos tornou-se a quinta Basílica Menor da cidade e a primeira dedicada a um santo mártir do sexo masculino na capital fluminense. Nos anos seguintes, outras três igrejas cariocas receberam a mesma distinção pontifícia, elevando para oito o número de Basílicas Menores na cidade.
Atualmente, integram essa relação: a Basílica de Santa Teresinha do Menino Jesus, na Tijuca; a Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel; a Basílica do Imaculado Coração de Maria, no Méier; a Basílica da Imaculada Conceição, em Botafogo; o Santuário Basílica de São Sebastião, na Tijuca; a Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha, na Penha; a Basílica de São João Batista da Lagoa, em Botafogo; e a Basílica de São Francisco Xavier, na Tijuca.

O significado do título de Basílica Menor
O título de Basílica Menor é uma distinção honorífica concedida pelo Papa a igrejas que possuem especial importância para a vida da Igreja. Entre os aspectos considerados estão a relevância histórica e religiosa do templo, a devoção dos fiéis, sua importância pastoral e o valor artístico de sua arquitetura e decoração.
A concessão também estabelece um vínculo especial entre a basílica e a Igreja de Roma, expressando sua comunhão com o Santo Padre e com a Sé Apostólica.
Um patrimônio da fé e da história carioca
O Santuário de São Sebastião já havia recebido, em 20 de janeiro de 2015, durante as comemorações em honra ao padroeiro da cidade, o título de Santuário Arquidiocesano. O templo guarda um patrimônio de grande valor histórico e religioso para os cariocas, reunindo três importantes referências à memória da fundação da cidade: o marco de fundação do Rio de Janeiro, os restos mortais de Estácio de Sá e a histórica imagem de São Sebastião, padroeiro da cidade, tradicionalmente associada à sua origem.
Além da fraternidade dos frades capuchinhos, o santuário abriga a Fraternidade Franciscana Secular de São Sebastião, fundada em 1º de maio de 1860, ainda no antigo Morro do Castelo, na região central do Rio de Janeiro. Sua criação antecedeu a própria constituição da paróquia.
Com a demolição do Morro do Castelo, no início do século XX, os frades capuchinhos e a fraternidade transferiram-se para a Tijuca, levando consigo a devoção ao padroeiro e uma história de fé que permanece viva até os dias de hoje.
Ao completar 11 anos como Basílica Menor, o Santuário Basílica de São Sebastião reafirma sua missão religiosa, pastoral e histórica: ser lugar de acolhimento, devoção e fé, preservando a memória da cidade e mantendo viva a tradição franciscana no coração do Rio de Janeiro.
