Museu Arquidiocesano leva exposição itinerante ao Santuário São Sebastião, na Tijuca

“Caminhos da fé: arte e religiosidades nas comemorações jubilares da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro” é o tema da exposição. | Pascom Capuchinhos

A escolha do Santuário Basílica São Sebastião para receber a primeira edição levou em conta a acessibilidade ao público e a parceria com os frades capuchinhos, que colaboraram em uma exposição alusiva aos 450 anos da Prelazia.

Carlos Moioli*

O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, localizado no subsolo da Catedral Metropolitana de São Sebastião, levará parte de seu acervo ao Santuário Basílica São Sebastião, na Tijuca, em uma exposição itinerante que aproxima o público da história e do patrimônio religioso da Igreja no Rio de Janeiro. A inauguração será no dia 31 de outubro, às 11h30, com a presença do arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta. A mostra permanecerá no local até 20 de novembro. O santuário fica na Rua Haddock Lobo, 266.

Com o tema “Caminhos da fé: arte e religiosidades nas comemorações jubilares da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro”, a exposição celebra os 450 anos da Prelazia do Rio de Janeiro, os 350 anos da Diocese, os 50 anos da nova sede da Catedral de São Sebastião, na Avenida República do Chile, no Centro, e os 25 anos de abertura do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra. A iniciativa reúne memória, arte e religiosidade, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer peças que testemunham momentos da trajetória da Igreja na cidade.

Segundo o diretor artístico do museu, padre Fernandes Elias Junior, a proposta surgiu durante a etapa de conclusão do projeto do Quinquênio Jubilar, em uma reunião com o Vicariato Episcopal da Cultura. O diálogo incentivou a realização de pequenas exposições fora da sede do museu e levou à parceria com a Secretaria Municipal de Cultura.

“O desejo de fazer essa exposição itinerante é levar um pouco do nosso acervo para as pessoas conhecerem um pouco mais sobre o museu”, explicou o sacerdote.

A proposta também retoma a concepção do idealizador da instituição, monsenhor Ivo Calliari, que defendia um museu acessível e próximo das pessoas. Para padre Fernandes Elias, a circulação das peças permite ampliar esse contato e apresentar o patrimônio sacro a públicos de diferentes regiões da cidade.

A primeira etapa da itinerância terá como destaque uma seleção do acervo relacionado ao Congresso Eucarístico Internacional realizado no Rio de Janeiro em 1955. A mostra reunirá fotografias, objetos utilizados no evento, alfaias e paramentos, incluindo capas usadas pelos bispos durante o congresso.

“Temos fotografias, peças, objetos que foram utilizados na época do Congresso Eucarístico Internacional”, afirmou o diretor artístico.

A escolha do Santuário Basílica São Sebastião para receber a primeira edição levou em conta a acessibilidade ao público e a parceria com os frades capuchinhos, que colaboraram em uma exposição alusiva aos 450 anos da Prelazia. A intenção inicial era começar a itinerância pela Zona Oeste, na Paróquia Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande. No entanto, as atividades da comunidade e os trabalhos de revitalização de seu museu paroquial motivaram a transferência dessa etapa para novembro.

“Como os capuchinhos também foram nossos parceiros durante uma exposição dos 450 anos, nós quisemos retribuir esse favor e também ter mais acessibilidade às pessoas nessa primeira edição da exposição itinerante”, explicou padre Fernandes Elias.

Após o encerramento da mostra na Tijuca, a previsão é que o acervo siga para a Paróquia Nossa Senhora do Desterro, depois de 20 de novembro. A comunidade está revitalizando seu museu, situado no mezanino, acima do coro da igreja. A chegada das peças do Museu Arquidiocesano deverá contribuir para dar maior visibilidade ao espaço e concretizar uma parceria desejada há cerca de três anos.

“Levar as peças do nosso museu, o Arquidiocesano, vai dar mais visibilidade ao museu da paróquia e também fazer essa parceria que já é tão sonhada há três anos, de levar o Museu de Arte Sacra lá para a Zona Oeste”, destacou.

O roteiro também prevê a possibilidade de levar a exposição ao Museu Histórico de Bangu e à Casa de Cultura de Jacarepaguá. Essas etapas, porém, ainda dependem de confirmação. De acordo com o sacerdote, a programação de Bangu precisou considerar outras atividades da instituição, enquanto a passagem por Jacarepaguá está sendo encaminhada para o próximo ano.

A itinerância deverá prosseguir até abril de 2027, quando está prevista a inauguração de uma nova exposição do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, dedicada ao Cardeal Orani João Tempesta e à sua missão como arcebispo do Rio de Janeiro. Até lá, a circulação do acervo pretende ampliar o acesso à memória da Igreja e fortalecer a colaboração entre paróquias, museus e espaços culturais.

*Carlos Moioli é Diretor de Jornalismo da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

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