
Período de oração e conversão culminará em 29 de setembro com missas, Bênção do Santíssimo e distribuição do sal durante a celebração solene das 19h
Pascom Capuchinhos
A Quaresma de São Miguel Arcanjo, iniciada em 15 de agosto, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, será concluída em 29 de setembro com uma programação especial. Serão celebradas três missas: às 7h, às 18h e às 19h. A Missa Solene das 19h será presidida por Frei Adriano de Lima e contará com a animação do Ministério de Música da Comunidade Shalom. Ao final da celebração, haverá a Bênção do Santíssimo Sacramento, seguida da bênção e da distribuição do sal, realizadas exclusivamente nessa missa.
São Miguel Arcanjo ocupa um lugar especial no coração dos fiéis. Apresentado pela Sagrada Escritura como defensor do povo de Deus, ele nos recorda que, mesmo diante das dificuldades e das forças do mal, somos chamados a permanecer firmes na fé.
Na Bíblia, São Miguel aparece como o grande defensor do povo de Deus. Nos capítulos 10 e 12 do Livro de Daniel, ele é apresentado como um príncipe celestial que protege o povo fiel. Na Carta de São Judas, capítulo 1, versículo 9, é chamado explicitamente de arcanjo. Já no Livro do Apocalipse, capítulo 12, versículos 7 a 9, Miguel lidera os anjos na batalha contra o Dragão, símbolo de Satanás e das forças do mal.
Por isso, a tradição cristã costuma representá-lo com armadura, espada ou lança, vencendo o demônio. Essa imagem não significa que São Miguel possua um poder independente, pois ele combate e vence pela autoridade de Deus. Sua missão simboliza a defesa da fé e da verdade, além do amparo concedido àqueles que enfrentam o mal e procuram permanecer fiéis ao Senhor.
São Gabriel, é o mensageiro de Deus. O seu nome significa “Força de Deus”. Ele é conhecido principalmente por anunciar o nascimento de João Batista a Zacarias e, mais importante, por trazer a Anunciação à Virgem Maria de que ela seria a mãe de Jesus. É considerado o padroeiro das comunicações.
São Rafael: É o arcanjo da cura. O seu nome significa “Deus cura”. Ele aparece no Livro de Tobias, no Antigo Testamento, onde guia o jovem Tobias em uma longa jornada, protege-o de perigos e cura a cegueira de seu pai, Tobit. É o padroeiro dos viajantes, dos médicos e dos cegos.
A Igreja Católica celebra São Miguel juntamente com os arcanjos Gabriel e Rafael no dia 29 de setembro. Ao longo dos séculos, sua presença na espiritualidade cristã atravessou diferentes culturas e aproximou inúmeros fiéis da oração e da confiança em Deus. Mais informações sobre sua história podem ser encontradas no Vatican News.
São Miguel é tão amado porque representa aquilo que muitas pessoas procuram nos momentos difíceis: proteção, coragem, justiça e esperança. Sua figura inspira os cristãos a não desanimarem diante das adversidades, mas a enfrentarem cada provação com confiança no auxílio divino.
A devoção ao arcanjo não se resume ao pedido de proteção contra perigos exteriores. São Miguel também nos recorda o combate interior contra o medo, o desânimo, o egoísmo, as tentações e tudo aquilo que nos afasta de Deus. Sua presença transmite a certeza de que o mal não tem a última palavra e de que a fidelidade ao Senhor sempre deve orientar a vida cristã.
A conhecida súplica “São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate” fortaleceu ainda mais essa proximidade com os fiéis. Ele é venerado como protetor da Igreja e também como padroeiro de diferentes corporações ligadas à segurança e à defesa. A oração completa pode ser consultada no Vatican News.
No Santuário Basílica de São Sebastião, conhecido carinhosamente como Igreja dos Capuchinhos, é importante recordar que o padroeiro principal é São Sebastião. A presença de São Miguel na vida do Santuário, contudo, encontra um significado especial na espiritualidade franciscana, na Quaresma dedicada ao arcanjo e na devoção cultivada pelos fiéis.
Os frades capuchinhos pertencem à grande família franciscana. São Francisco de Assis nutria profunda devoção pelos anjos e costumava reservar um período de oração, jejum e recolhimento em honra de São Miguel. Uma fonte histórica franciscana registra que Francisco desejou realizar, no Monte Alverne, uma quaresma dedicada ao arcanjo. Essa tradição permanece viva entre os franciscanos e pode ser conhecida por meio do portal dos Franciscanos Capuchinhos do Brasil.

Dessa herança espiritual nasceu a Quaresma de São Miguel Arcanjo, normalmente vivida entre 15 de agosto e 29 de setembro. É um período dedicado à oração, à penitência, à conversão e ao fortalecimento da fé. Por possuir origem franciscana, essa prática encontra na missão dos Capuchinhos um ambiente especialmente significativo. O próprio site da Igreja dos Capuchinhos apresenta a Quaresma de São Miguel Arcanjo entre suas atividades e iniciativas pastorais.
A devoção também se manifesta concretamente no interior do templo, onde existe um altar dedicado a São Miguel. Embora o Santuário seja consagrado a São Sebastião, os fiéis encontram nesse altar um espaço de recolhimento, oração e confiança na intercessão do arcanjo. É um sinal visível de uma devoção que une a tradição da Igreja, a espiritualidade franciscana e a fé do povo.
O Santuário Basílica de São Sebastião possui raízes profundas na história do Rio de Janeiro. Sua trajetória remonta à primeira igreja dedicada a São Sebastião na cidade, erguida em 1567. Após a demolição do Morro do Castelo, os frades capuchinhos construíram o novo templo na Tijuca, inaugurado em 15 de agosto de 1931. Essa história pode ser conhecida em detalhes na página oficial sobre a história do Santuário.
São Sebastião é, portanto, o padroeiro do Santuário, enquanto São Miguel está ligado à sua vida religiosa pela devoção dos fiéis, pelo altar que lhe é dedicado e, sobretudo, pela herança espiritual franciscana cultivada pelos frades capuchinhos. Ambos apontam para a mesma verdade: a confiança em Deus, a perseverança na fé e a coragem para testemunhar o Evangelho.