
A Igreja, de formato circular, tem a capacidade para 18 pessoas, e preserva sua arquitetura original e obras de arte sacra do século XIX.
Monasa Narjara / ACI Digital
A histórica capela do Santíssimo Sacramento, conhecida como capela do Imperador, na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro foi reaberta ontem (25), com missa solene celebrada pelo bispo emérito de Nova Friburgo (RJ), dom Edney Gouvêa Mattoso, e concelebrada pelo capelão da Santa Casa, padre Marco Lázaro.
A reabertura da capela faz parte do processo de reestruturação da instituição, segundo a Santa Casa, que inclui a recuperação do Hospital Geral, a reorganização administrativa e a preservação do patrimônio histórico, cultural, religioso e da saúde de uma das mais antigas entidades filantrópicas do país, fundada há 444 anos.
A celebração, reservada a convidados, contou com a presença da princesa Christine de Ligne de Orleans e Bragança e marcou a retomada das atividades religiosas no templo, que permaneceu fechado por cerca de 20 anos.
A capela do Imperador foi inaugurada em 1852 como parte da ampliação do Hospital Geral da Santa Casa, e recebeu esse nome porque dom Pedro II conduziu o Santíssimo Sacramento até o altar na cerimônia de inauguração. A Igreja, de formato circular, tem a capacidade para 18 pessoas, e preserva sua arquitetura original e obras de arte sacra do século XIX. Ela fica na cúpula central do complexo da Santa Casa da Misericórdia.
Segundo o diretor-geral do Hospital Geral da Santa Casa, Ricardo Cavalcanti, a retomada das missas na capela do Imperador busca aproximar doadores, investidores, autoridades e parceiros da instituição, além de fortalecer o apoio da sociedade ao processo de recuperação da Santa Casa.
“Nossa ideia é convidar formadores de opinião, investidores, doadores, autoridades e parceiros públicos e privados para as missas na capela imperial, para que conheçam a instituição e possam contribuir com sua reestruturação. Precisamos da força de toda a sociedade civil e política para devolver esse importante patrimônio ao Rio”, disse Cavalcanti.