
O Programa Mundial de Alimentos da ONU foi criado em 1961 em resposta à fome generalizada, à desnutrição e à escassez de alimentos em todo o mundo.
Por Ishmael Adibuah/ACI Digital
O papa Leão XIV pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que priorize as pessoas no combate à fome mundial e disse que alimentar os famintos é uma parte essencial da construção da paz.
O papa visitou hoje (22) a sede do Programa Alimentar (PAM) em Roma, Itália. Em seu discurso, Leão XIV falou sobre a gravidade da fome no mundo, dizendo que ela frequentemente alimenta outros desafios sociais, particularmente a migração.
“Mais do que uma mera preocupação humanitária, a fome corrói a coesão social, aumenta o risco de conflitos e alimenta a migração forçada”, disse o papa. “Na prática, os conflitos são alimentados mais facilmente do que as pessoas são nutridas. Essa realidade mostra não só deficiências operacionais, mas também um desequilíbrio fundamental nas prioridades políticas e morais”.
Leão XIV falou também sobre a importância da colaboração multilateral, dizendo que cada Estado divide a corresponsabilidade de “reconhecer a dignidade inerente a cada pessoa, dada por Deus”. Ele também encorajou os governos seculares a estarem abertos à colaboração com a Igreja para auxiliar os mais vulneráveis, reconhecendo seu direito humano fundamental à alimentação adequada.
“O acesso a uma alimentação adequada é um direito humano fundamental, alicerçado na dignidade de cada pessoa”, disse o papa.
“A Igreja Católica — por meio de paróquias, dioceses, agências da Cáritas e outras iniciativas religiosas — muitas vezes alcança populações vulneráveis em áreas inacessíveis a atores internacionais”, disse ele. “Assim, encorajo o Programa Mundial de Alimentos e seus parceiros a continuarem apoiando esses esforços”.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU foi criado em 1961 em resposta à fome generalizada, à desnutrição e à escassez de alimentos em todo o mundo. Em seu discurso, Leão XIV elogiou o progresso da missão da organização, e falou à ONU sobre os perigos de uma burocracia que atrasa a entrega de assistência alimentar às populações desfavorecidas.
“A implementação eficaz deste apelo [para combater a fome] exige a redução da burocracia desnecessária, para que a transparência e a responsabilização sirvam às pessoas em vez de impedir a assistência”, disse o papa.