Quarta-Feira de Cinzas: os horários das missas no Santuário Basílica

Na Quarta-feira de Cinzas, a cinza é depositada na testa onde o padre ou ministro faz o sinal da cruz, mas em alguns lugares, particularmente na Itália e em certas tradições, as cinzas são salpicadas sobre o topo da cabeça dos fiéis, simbolizando o arrependimento. | Fotos: Arquivo Pascom

Saiba como a comunidade católica do Rio se prepara para os 40 dias de oração, jejum e caridade em busca da luz da Páscoa

Por Emilton Rocha*

A celebração da Quarta-Feira de Cinzas no Santuário Basílica de São Sebastião, a histórica Igreja dos Capuchinhos na Tijuca, representa um dos momentos mais profundos e tradicionais da fé católica no Rio de Janeiro neste ano de 2026. Esta data é de suma importância pois marca oficialmente o início da Quaresma, um período de 40 dias de oração, jejum e penitência em preparação para a Páscoa. Inspirados pelo retiro de Jesus no deserto, os fiéis são convidados a um mergulho interior, utilizando essas quatro dezenas de dias para fortalecer a espiritualidade e buscar a reconciliação.

Enquanto a cidade ainda respira os últimos ecos do Carnaval, o ambiente na Rua Haddock Lobo se transforma radicalmente, trocando a agitação das ruas por um silêncio reflexivo e solene que convida à conversão. Sob a custódia dos Frades Capuchinhos, a Basílica — que guarda tesouros como o marco de fundação da cidade e os restos mortais de Estácio de Sá — torna-se o ponto de encontro de milhares de devotos que buscam iniciar esta caminhada penitencial em um solo de grande relevância histórica e espiritual.

Esta data marca oficialmente o início da Quaresma, um período de 40 dias de oração, jejum e penitência em preparação para a Páscoa.

Ao longo deste dia 18 de fevereiro, a paróquia organiza momentos específicos para acolher a comunidade, realizando as celebrações com a imposição das cinzas nos horários de 8h30, 11h30 e 18h. Sob a imponente cúpula do Santuário, a espiritualidade franciscana, pautada na humildade e no desapego, conduz o rito onde as filas que se formam nas naves laterais reúnem pessoas de todas as idades, recebendo o sinal na fronte como um compromisso público de renovação.

Durante a Quaresma, a prática da penitência não é vista como um fim em si mesma, mas como um meio de purificação para celebrar a Ressurreição de Cristo com o coração renovado. A homilia dos frades reforça esse propósito, incentivando a prática da caridade e da oração constante dentro do contexto da realidade urbana carioca, transformando a Igreja em um verdadeiro refúgio de paz em meio ao cotidiano acelerado.

Para a comunidade da Tijuca e os devotos do padroeiro São Sebastião, participar desta celebração na Basílica é mais do que cumprir um preceito religioso; é uma oportunidade de conexão com as raízes da cidade e um chamado à sobriedade. Entre os vitrais coloridos e a presença da imagem original do padroeiro, o fiel é provocado a refletir sobre a transitoriedade da vida e a importância de vivenciar o jejum e a penitência como gestos de solidariedade e amor ao próximo.

No acolhimento dos Capuchinhos, os cariocas encontram o suporte necessário para atravessar o deserto quaresmal e chegar à luz da Páscoa com fé e esperança fortalecidas.

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